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Ficções Editora
C A T Á L O G O

O dia em que comemos Maria Dulce

Antônio Mariano

Contos

ISBN (PAPEL): 9788562226267
ISBN (E-BOOK): 9788562226274
Formato: 14 X 21 cm
Páginas: 124
Ano: 2015
Peso: 150 gr
Projeto gráfico: Alonso Alvarez

Capa

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IMAGENS DA CAPA: FRENTE | 4ª CAPA | ABERTA
SOBRE O AUTOR

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Leia um trecho do livro
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O dia em que comemos Maria Dulce, livro de contos de Antônio Mariano - poeta, ficcionista e romancista - não traz esse título por acaso. Nem por acaso esse é um dos melhores contos do volume, o de título homônimo. Parte de um contexto do precário, no qual a fome é uma diária recorrência. O conjunto de treze histórias, inevitavelmente diferenciadas, embora homogêneas na excelência verbal, brotam marcadas por estigmas fabulatórios. A aparente ambiguidade do título é, na verdade, contundente. Estamos frente a frente de um livro mais que de destaque. De um livro de contos que reúne todos os elementos que o constituem e atinge um resultado único, inigualável. Antônio Mariano é, hoje, um dos mais impressionantes ficcionistas do país. Basta ler não todos, mas alguns dos contos de O dia em que comemos Maria Dulce. Lidos todos, então é de se concluir que chamá-lo de obra-prima não é favor algum.

SINOPSE
Do prefácio de Paulo Bentancur



UM LIVRO DE CONTOS QUE REÚNE TODOS OS ELEMENTOS QUE O CONSTITUEM E ATINGE UM RESULTADO ÚNICO, INIGUALÁVEL


A gente enxerga o que quer, como quer. A gente filtra o mundo com nossas lentes de covardia. Tudo é tingido, tudo é camuflado, tudo é conciliado, tudo é adaptado para olhos tementes. A gente sai interpretando daqui, acomodando dali e o resultado é uma realidade que se encaixe ao que podemos oferecer. E, invariavelmente, a gente oferece muito pouco, somente aquele naco que antecede a dor. A visão do que poderia ser uma ponta de cauda da essência de qualquer coisa suprema aterroriza. O mundo é blindado e às vezes o que nos aparece é uma verdade tão distinta, tão absurda que só a ficção para a revelar. Então o escritor vai preparando a gente, vai tateando a ignorância da gente, vai percebendo até onde avançar e vai, vai, até que chega a rasteira: a gente é pega de surpresa, jamais preparada para a novidade do real. As personagens de Antônio Mariano são uma só: angústia. E quem é que consegue viver somente isso? Quem é que consegue enfrentar um destino de infâmia e, sobretudo, de humanidade? Quem é que consegue, sangue frio, escalar a parede polida do fundo do poço? A gente é Jailson. E Jailson é muitos, é tantos que ultrapassa o que se pode descrever em um livro só. Jailson precisa de mais contos, de mais obras, de mais sonhos, de mais leitores. Jailson é a própria literatura, que agoniza, dedo em riste, mostrando a saída. E a saída é a arte. O resgate que só a arte possibilita. E a gente precisa entrar nessa outra realidade, a gente precisa ter coragem, encarar o que há por trás dessa fome toda, desse desejo que é tanto e tão pungente que se esconde na fantasia. E disso tudo há a incomunicabilidade dos iguais: a semelhança é tamanha, que a gente se vê em todo canto e a mais dura das conversas é aquela que se tem com a memória, com o espírito, com a verdade. Quem é que consegue um papo honesto consigo próprio? A literatura é o mais perto que a gente pode chegar desse diálogo. E Antônio Mariano nos mostra isso com uma precisão praticamente indigesta. E o bom é que a gente sai revigorada dessa leitura, a gente sai quase que aperfeiçoada, feliz. Literatura é essa viagem sem volta, para onde apenas leituras como essa, d'O dia em que comemos Maria Dulce, conseguem nos levar.

ORELHAS
Whisner Fraga



LITERATURA É ESSA VIAGEM SEM VOLTA, PARA ONDE APENAS LEITURAS COMO ESSA, D'O DIA EM QUE COMEMOS MARIA DULCE, CONSEGUEM NOS LEVAR


É comum que se diga que ler é solitário. E que escrever também. Solidão de muitas vozes, que é isso? Se eu fosse um dicionário, diria, e diria mal: Estado ou sensação de desacompanhamento, ainda que em meio à multidão, ainda que no colo de alguém. A solidão é dos grandes temas da Literatura — ela, a morte, o amor, essas coisas, entrelaçadas, tantas formas de contar, tão comuns e ao mesmo tempo únicas em cada vida, em cada momento da vida. García Márquez a tirou de um caroço da Colômbia, ou de um calo de suas pegadas pelo país, e a transformou em umbigo do mundo, contando cem anos dela. Esse número é um pouco só de tempo diante da solidão que soa falsamente infinita, já que humana, e que não sobreviveria a ela própria, no dia em que não sobrar quem a lamente, disseque, exponha. É disso que são feitos os contos d’O dia em que comemos Maria Dulce, de Antônio Mariano.


RESENHA
André Argolo
(Jornal Rascunho / maio|2016)

Reprodução


CONTOS DEMONSTRAM, COM SIMPLICIDADE E ACERTO, A HABILIDADE DE ANTÔNIO MARIANO NA CONSTRUÇÃO DAS FRASES


O poeta Antônio Mariano migra para a prosa e lança em breve a coletânea de contos 'O dia em que comemos Maria Dulce'

Um tapa na cara da elite 'gourmetizada'. Ou uma mordida violenta. Em meio a imagens filtradas de Instagram com reluzentes pratos de comida, um solitário cupcake se destaca na branca capa de um livro. Acima, um título provocativo: O dia em que comemos Maria Dulce (Ficções, 120 páginas). Trata-se da primeira coletânea de contos do poeta Antônio Mariano. Ou da primeira coletânea de contos do poeta Antônio Mariano, completamente recauchutada. Publicada originalmente em 2006, na coleção Varadouro, sob o título de Imensa Asa Sobre o Dia, a reunião de narrativas breves passou por uma verdadeira 'oficina literária' instrumentalizada pelo escritor gaúcho Paulo Bentancur, que assina o prefácio. "Os contos foram todos reformulados e revistos literariamente", afirma Antônio Mariano, que já recebeu a primeira prova dos livros (são as imagens destes exemplares que andam circulando pelo Facebook) e pretende lançar a obra no mês que vem, tanto em papel quanto em edição digital.


RESENHA
Tiago Germano
(Jornal da Paraíba / 18/02/2015)



PROSA ‘DESGOURMETIZADA’


Antônio Mariano trabalha seu conto sem pressa, escolhendo bem o que deve dizer. E diz muito bem em poucas palavras. Literatura. O personagem deste seu livro de contos, em todas as peças, é o mesmo Jailson, que vai assumindo várias personalidades, em diversas circunstâncias. Neste e naquele sentido, faz lembrar um pouco "Vidas Secas" e o conto "Um Ladrão", de Graciliano Ramos. E por falar no mestre Graça, escolho apenas o conto "Herói por pouco tempo", para o comentário específico, tendo em vista o espaço que me é dado.

Doutra forma poderia estender-me por diversas páginas, ferindo outras excelentes peças, pois tão profundo e singular é o "Imensa Asa Sobre o Dia". Não quero dizer que o conto aqui escolhido é o melhor, nem posso. Os contos desta coletânea formam uma coluna, um bloco, um todo. Antônio Mariano dá um salto enorme da poesia para o conto e o faz com destreza, de maneira leve como os trapezistas em suas performances no circo. Tem uma maneira hábil de contar. Escolhe os mais diversos temas e o faz com sarcasmo e humor, além da constante sensualidade - o mais verdadeiro estado emocional do homem. Vai arrancando da alma de seu personagem (ou suas personagens) a imagética da solidão, do grito em silêncio, da tristeza e impotência. Leve- se em conta que o Jailson aparece como pai de família, filho, trabalhador, herói, bandido, matuto, citadino e mito, entre outras formas que a vida assume. Aliás, a família é uma constante dentre os seus temas e estórias, dela faz uma análise rigorosa, muitas vezes cruel, mas sempre no sentido de encontrar sentido para o que acontece com o ser humano no referido contexto".

Francisco Miguel de Moura



Essa função lúdica presente nos contos de Mariano se revela em toda sua expressividade no conto A construção do silêncio. O enigma doloroso da convivência humana surge no jogo de 'gato e rato' estabelecido entre o pai e o filho. O conto se dá justamente no momento em que as mentiras essenciais que sustentam essa delicada relação se tornam insuficientes, no instante limiar em que "é tarde para desistir", como a própria personagem observa.

Aliás, o sentido de compreensão tardia de coisas fundamentais para a sobrevivência das personagens permeia todas as histórias e esse fator contribui para ampliar a imagem de jogo presente nos contos. Em Seguindo Alice, sobretudo, a crueldade embutida no conceito de 'tarde demais' se cumpre plenamente.

Assistimos as personagens se movimentando no tabuleiro labiríntico que Mariano construiu especialmente para elas e tentamos adivinhar se atinarão com a saída. Ilusão vã que alimenta os filhos de Jah.

Desde as pequenas mazelas até os grandes crimes e insuportáveis alvoroços da alma e do corpo, tudo que é comum ao homem está presente nos Jailsons de Antônio Mariano. Destaco, ainda, dois dos contos mais instigantes da coletânea: O poeta e O dia em que comemos Maria Dulce. Em O poeta Mariano recupera um desejo surrealista: a possibilidade de viver como poeta, de poetizar a vida, ainda que jamais tenhamos escrito qualquer verso. Um pacato e invisível funcionário público enlouquece (ou chega à razão suprema) e se declara, irreversivelmente, poeta. O conto, em sua aparente simplicidade, revela a condição marginal do poeta e da poesia na sociedade contemporânea".

Sandra Baldessim



Antônio Mariano, neste livro, é implacável, impiedoso. Seus personagens padecem de uma tristeza terrível, tentam se equilibrar numa existência que os inviabiliza. Incomunicabilidade, relações humanas difíceis, fora e no interior da família. Indivíduos oprimidos pela figura paterna ou pelo superior mais próximo. O despertar da sexualidade (sim, há aqui erotismo infantil e incesto - "Seguindo Alice") e os transtornos e truques que o indivíduo utiliza para tentar exercê-la. Injúria, insanidade. Não há final feliz nestas histórias".

Rinaldo de Fernandes



Treze narrativas que despojam a vida da falsa aura romântica e a fazem refletir a face insólita, sórdida, irônica, surrealista. Histórias que podem estar em um “Caso Norte” ou no “Jornal Nacional” –, como o trabalhador linchado ao ser confundido com um ladrão. Conflitos familiares. Crises conjugais. Contos de fadas subvertidos onde meninas somem ao cair em buracos ou são devoradas como se fossem fantásticas bonecas de algodão doce. Filmes desconexos que nos obrigam a assistir, com fim previsível: a morte inexorável.

William Costa / Correio das Artes



O dia em que comemos Maria Dulce é um livro que não mede esforços para, desde o título, anunciar que não veio alisar. A vida é dura, mas nos contos enfeixados com a prosa intensa, plástica, cruel de Antonio Mariano, ela ganha um outro patamar. Coisa que só a urdidura não dá conta, ou ficaria mero subterfúgio em que muitos novatos prosadores caem, unindo ingenuidade com beletrismo. No caso do autor aqui, o trabalho com os personagens, o discurso indireto livre, as motivações para o lado humano, doloroso ou mesmo tragicômico têm na fluidez dessas histórias um bom motivo para o leitor grudar em Maria Dulce.

André Ricardo Aguiar / Correio das Artes



As histórias seduzem de forma arrebatadora. Elas vencem o desafio imposto ao escritor de estabelecer uma tensão imaginativa, ou jogo simbólico, capaz de provocar no leitor mais do que purgação de emoções reprimidas ou fruição de estímulos gozosos. Além desses elementos que marcam a coletânea de forma eficiente, Mariano propõe mais.

Walter Galvão / Musa Rara



Os contos do livro parecem... fragmentos de um romance perdido, ilustrado por xilogravuras, tão triste e enxuto quanto Vidas Secas, até porque – coincidência ou não – na última narrativa, o vilão é conhecido como Amarelo, tal como o soldado de polícia que azucrina Fabiano na(s) obra(s) máxima(s) de Graciliano e Nelson Pereira dos Santos. Triste e enxuto, eu disse. Disso aflora a frase de Mariano que dá o tom a tudo que ele relata, e que me pegou pelo pé, porque exprime o que – até então indizível – senti em tantas más fases da vida: “uma estranha sensação de prejuízo”.

W. J Solha / Revista Hiperativo Cultural



Com muita felicidade, Mariano criou uma espécie de contos de fadas ao contrário, dosando perversidade e encantamento. É o caso da aparição meio etérea da Maria Dulce na narrativa-título, a qual surpreende secretos jogos eróticos estabelecidos entre os meninos de uma comunidade assolada pela miséria e pela fome, toda ela edível a partir do próprio nome, e que rompe um dique de resignação e letargia, submergindo na voragem da necessidade dos que ficaram à margem da prosperidade (...) E o Jailson que, afinal cresce e se revolta contra o hipócrita abuso (inclusive sexual) da tia, em Veneno do arrependimento? Aliás, a atmosfera desta narrativa nada fica a dever aos contos de Dalton Trevisan.

Alfredo Monte / A Tribuna de Santos



As desventuras do personagem são também diesel para funcionar a máquina de vocábulos regionais, envernizados por um lirismo abrasador. Mariano, poeta de mão-cheia, faz de sua tessitura um fluxo sinuoso que vai atritando as palavras e obtendo desse movimento uma espécie de cadência própria da língua falada de um povo que tem de lidar com as agruras da vida e consegue extrair, da resistência, música.

Sérgio Tavares / Diversos Afins



Por fim, no conto que dá título ao livro, O dia em que comemos Maria Dulce é uma exacerbação metafórica da condição social dos personagens elevada a uma dimensão quase de realismo mágico. Porém, ao invés de nos retirar da realidade, a visada metafórica nos aterra mais ainda ao chão duro em que os pobres personagens pisam com seus pés descalços.

Astier Basílio / Correio da Paraíba



Criar histórias não deve ser tarefa fácil... Com O dia em que comemos Maria Dulce, Antônio Mariano acaba de contribuir para tornar ainda mais difícil a tarefa dos próximos que se arriscarem nessa aventura.

Expedito Ferraz Jr. / Correio das Arte

OPINIÕES




Nascido há meio século na capital da Paraíba, onde vive e está enraizado, Antônio Mariano se exercita nos gêneros poesia e prosa de ficção, paralelamente, desde que começou a encarar a literatura como uma vocação no início da juventude. É um criadores do Clube do Conto da Paraíba e coordenou o projeto Tome Poesia, Tome Prosa e foi editor do suplemento literário Correio das Artes, entre outras atividades que desenvolveu paralelamente à criação literária. É também servidor público concursado do Ministério da Previdência Social. Publicou cinco livros até agora: O gozo insólito, poemas (São Paulo: Scortecci, 1991), Te odeio com doçura, poemas (Scortecci: São Paulo:1995), Guarda-chuvas esquecidos, poemas (Rio de Janeiro: Lamparina, 2005), Imensa asa sobre o dia, contos (João Pessoa: Dinâmica, 2005) e Sob o amor, poemas (São Paulo: Patuá, 2013). No momento, o autor acaba de concluir um de seus romances inacabados. A sua segunda incursão no gênero contos é O olho branco do meu tio (inédito). A presente coletânea de contos foi publicada em edição não comercial em 2005 com o já referido título Imensa asa sobre o dia.

Outros livros do autor:
O gozo insólito, poesia, Scortecci.
Te odeio com doçura, poesia, Scortecci.
Guarda-chuvas esquecidos, poesia, Lamparina.
Imensa asa sobre o dia, contos, Dinâmica.
Sob o Amor, poesia. Patuá.

O AUTOR

Reprodução




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