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Ficções Editora
C A T Á L O G O

A mangueira da nossa infância

Alexandre Nobre

Contos

ISBN (PAPEL): 9788562226151
Formato: 14 X 21 cm
Páginas: 112
Ano: 2012
Peso: 145 gr
Projeto gráfico: Alonso Alvarez
Capa: Laminação fosca + UV

Foto da capa: Renata Maciel

Capa

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IMAGENS DA CAPA: FRENTE | 4ª CAPA | ABERTA
SOBRE O AUTOR

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Alexandre Nobre estreia com um livro repleto de contos premiados nos mais importantes concursos literários do país. Ex-guitarrista de blues, o autor abre os contos com uma certa despretensão, vai tateando as notas, avaliando o público, acertando o compasso, até que resolve desafiar o leitor, criando suspenses que o conduzirão para histórias desafiadoras, para tramas que usualmente derivam para encruzilhadas. Aos poucos, personagens e leitor se percebem cúmplices em destinos e acasos imprevisíveis. Aqui, neste livro, cada história é uma viagem ao desconhecido.

SINOPSE
Do prefácio de Paulo Bentancur



AOS POUCOS, PERSONAGENS E LEITOR SE PERCEBEM CÚMPLICES EM DESTINOS E ACASOS IMPREVISÍVEIS.


Contos

A mangueira da nossa infãncia, 11
Aila, 27
Um sorriso estrangeiro, 33
A praia, 41
Fazenda Nova América, 45
Acampamento, 51
Babuska, 61
Jantar em família, 85
Na casa de minha avó, 89
A notícia, 93
Paulo Jorge, 103
O farol, 107

O autor, 111

SUMÁRIO


Então, vindo de uma das esquinas, começou a crescer um som arrastado, de borracha grudando no asfalto pegajoso. Logo apareceu um menino, pedalando uma bicicleta. Era um menino forte, um pouco maior do que eu, e vinha pedalando muito lentamente a bicicleta, parecendo derreter sob o duro sol de começo de verão.

(Trecho do conto "Na casa de minha avó". Leia o conto clicando no link ao lado)


Não vejo nada pior para um artista do que escutar, de nobres medalhões ou de resenhistas antenados, a máxima: “É uma promessa para nossa literatura.” Quero deixar claro, logo no início desta minha apresentação, que Alexandre Nobre não é nenhuma promessa. Ele é uma realidade, é um escritor pronto, premiado, tem estilo, tem competência e lugar na nossa literatura. Este é um livro de estreia, mas não de um escritor debutante. Quem quiser pesquisar nas listas de vencedores costumeiros de concursos literários achará com facilidade o nome de Alexandre.

O que me encanta nesta obra é o lirismo em cada conto, em cada parágrafo, em cada frase. Vivemos tempos de crueza, em que a literatura se tornou uma cópia fiel demais da realidade. Os escritores se afastaram das metáforas, dos adjetivos, se aproximando de uma estética utilitária, em que o prazer formal deve estar associado à economia de recursos. Os mestres, em oficinas literárias, bradam que os leitores exigem que se seja direto, que se vá logo ao assunto. Como leitor, discordo. Não faço parte desse bando que quer ter vida fácil: não quero que me facilitem nada! Não quero tampouco uma cópia resumida do que encontro todo dia lá fora.

Assim é que surge um alento do porte deste Alexandre Nobre, um respiradouro n’A mangueira da nossa infância.

Eu quero a poesia do roteiro do viúvo que deseja conhecer os arcos da Lapa, em “Aila”, desejo os diálogos certeiros de “A mangueira de nossa infância”, o suspense num crescendo de mestre, delicado, paciente. Quando saco um livro da prateleira, busco a harmonia, a sagacidade e, principalmente, o desafio. Vejam o conto “A notícia”. A epígrafe nos dá uma dica: Sartre. Estejam preparados: o Sartre, de O ser e o nada. Existencialismo, de verdade.

Eu acredito em exorcismos e acho que qualquer um tem o direito de tentar transferir seus demônios para o papel, mas isso não tem nada a ver com arte. A arte consiste em transfigurar essas forças em algo que nos leve a lugares além do senso comum, a arte converte a pasmaceira do cotidiano em uma transcendência, no fundo também sem objetivo, sem fim e, apesar de tudo, redentora. É isso: a pena de Alexandre Nobre tem essa audácia: de nos livrar de nós mesmos.

Eu quero essa coragem narrativa de “Acampamento”, conto que escancara a sordidez cotidiana, como se o prazer a qualquer custo, como se o carpe diem tivesse deixado os homens cegos para o futuro e é evidente que, sem a possibilidade do amanhã, perdemos a capacidade de valorizar as pequenas coisas do mundo. Esse “aproveitar o momento a qualquer preço” não nos permite o tempo necessário para a degustação. A literatura de qualidade é como um bom vinho: cheia de nuances que só o tempo e a experiência nos permitem perceber.

Alexandre nos mostra que a moral não é possível quando o mote da vez é o “viva o dia”, quando o clichê contemporâneo é o “aproveite a vida”. Nobre tem esse objetivo com sua literatura: nos lembrar de nossas responsabilidades, nos alertar que a vida pode ser saboreada com cuidado, com paciência. Como leitores, devemos nos chafurdar cuidadosamente nas metáforas, temos a obrigação de aceitar o desafio do prazer estético. Nobre é transgressor sem se render aos modismos. Seu compromisso é com a beleza.

Audácia e transgressão
Whisner Fraga



ESTE É UM LIVRO DE ESTREIA, MAS NÃO DE UM ESCRITOR DEBUTANTE. QUEM QUISER PESQUISAR NAS LISTAS DE VENCEDORES COSTUMEIROS DE CONCURSOS LITERÁRIOS ACHARÁ COM FACILIDADE O NOME DE ALEXANDRE



Proac

PRÊMIO
Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural 2011.


Alexandre Nobre é paulistano, mas reside em Ribeirão Preto, interior do estado.
Durante os anos noventa atuou como compositor e guitarrista em bandas de blues e rock e, paralelamente, publicou alguns poemas e contos em jornais e revistas da cidade e região. A partir de 2007 passou a dedicar-se à literatura, sendo premiado em diversos concursos literários do país, dentre os quais destacam-se: o Concurso Nacional Luiz Vilela 2008, de Minas Gerais, com o conto A mangueira da nossa infância; o concurso Newton Sampaio 2009, do estado do Paraná, com o conto Aila; o Concurso Maximiano Campos, do Recife 2007, com o conto A praia; e o concurso de contos Prêmio Ignácio de Loyola Brandão 2011, com o conto Fazenda Nova América, dentre outros.
A mangueira da nossa infância é o seu primeiro livro publicado.

O AUTOR

Reprodução




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